Maio 8, 2008 by Alessandra Kalko

Esses dias numa conversa pelo msn:
- “Ale, me passa uma referências de sites pra eu pesquisar ilustração…”
- “Putz, o que você gosta?”
- “De tanta coisa… Não sei por onde começar…”
- “Ah, vai lá no flickr, entra nos grupos de discussão, vê os trabalhos… entra nos que você gosta… vê os favoritos, os contacts dessas pessoas e você vai formando as tuas próprias referências…”
Parece meio óbvio no começo, mas na hora em que a inspiração não vem, a gente esquece que tem coisas ótimas tão acessíveis.
No nfg! tem um link pra uma lista com 99 grupos de flickr sobre design, ilustração, fotos…
Vale a pena guardar pra ter por onde começar quando bater o branco…
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Maio 7, 2008 by Renata Steffen

De site em site, hoje descobri gente que faz ilustrações usando fontes. Na ordem das imagens:
1. RoboType: tem um recurso de flash que faz a interface de um software, onde dá para escolher a fonte e cada letra, aumentar, diminuir e ir fazendo o seu próprio desenho. Depois, eles ficam publicados numa galeria
2. INVDR: site de Jonathon Yule, designer e estudante de Toronto. Tem vários trabalhos legais, entre eles essas ilustras com fontes. No about ele se diz interessado em “typography, grids and the intertwinement of design and play”.
3. BembosZoo: um zoológico de fontes! Cada fonte é um nome de bicho que vira uma animaçãozinha fofa 
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Maio 7, 2008 by Rodrigo Ratier
A frase é usada quase como uma agressão, mas não deveria. Modelos visuais são ótimos para explicar problemas, teorias ou idéias complicadas. São simplificações, claro, mas não devemos ter medo de simplificar. E as vantagens são enormes: clareza, objetividade, grande poder de memorização. Uma imagem fica gravada de forma muito mais forte no cérebro do que mil palavras.
O site Idiagram tem um passo-a-passo interessante de como transformar um conceito em um modelo visual. A ênfase dos caras é no lado business (modelos mentais para facilitar a comunicação empresarial). Mas, convenhamos, os usos são múltiplos.
Achei no Simple Complexity.

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Maio 1, 2008 by Alessandra Kalko
Amy Tam é autora de vários livros, entre eles “O Clube da Alegria e da Sorte”. Em sua palestra para TED ela fala sobre o seu processo criativo: ansiedades, angústias e sobre se deixar aberto para perceber o presente, o entorno, o acaso e aceitar acidentes.
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Maio 1, 2008 by Renata Steffen
Uma das coisas que mais me faz pensar nesse mundo de internet, blogs e da velocidade da informação é a quantidade de coisas que eu tenho que ler. São mais de 100 sites na minha lista de feeds, fora os jornais, revistas, portais e aquela pilha de livros que está lá em casa me esperando. Minha tendência a ansiedade faz com que, quanto mais eu leia, mais eu me sinto desinformada.
Não sei exatamente onde quero chegar com isso, não tenho uma fórmula pra resolver essa minha angústia, nem como designer, nem como leitora. Mas o fato é que isso me faz pensar me como a edição é cada vez mais importante. E também me lembro de uma coisa que o Javier Errea falou na palestra dele no Malofiej. Era alguma coisa tipo: Não é que as pessoas não gostem de ler, elas gostam. O fato é que há muita pouca coisa interessante para ler hoje em dia.
Enfim, pra quem quiser se entupir de informação, o que provocou a minha angústia: 100 melhores blogs espanhóis de design
Nota de edição: Eu tava escrevendo esse post, parei pra fechar, e a Ale publicou o post abaixo. Assim só fico mais angustiada!
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Maio 1, 2008 by Alessandra Kalko
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Abril 28, 2008 by Alessandra Kalko
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Abril 26, 2008 by Alessandra Kalko
Em um post anterior foi comentado a respeito das ilustrações tapa-buraco erroneamente chamadas de infográficos. Nos comentários falou-se sobre como algumas ilustrações lindas são consideradas infográficos. Aqui eu levanto algumas perguntas que devemos fazer durante a análise de uma ilustração para que ela possa ser chamada de infográfico.
Infográfico é algo que explica visualmente uma história, um fato, um processo utilizando como suporte o casamento da imagem com a informação de texto. Texto e arte se apoiando um no outro para que juntos transmitam o conteúdo para o leitor de maneira eficaz e que de preferência facilite a vida do leitor na compreensão desse conteúdo.
Para mim, ilustrações “informativas” que não se apóiam em gráficos, seqüência de fatos, raio-x como suporte de imagem se diferenciam de uma ilustração normal exatamente por não serem apenas “ilustrativas”.
Essas ilustrações podem ser consideradas infográficos se:
- não estão ali apenas para tapar-buraco
- não são apenas decorativas
- levam o leitor para um resultado visual onde ele nunca chegaria sozinho por seus próprios meios, baseado apenas nas palavras
- cada detalhe apresentado veio de uma pesquisa fiel, baseada em fatos, tem um porquê para estar ali e não saiu apenas da imaginação do ilustrador
Vale lembrar que essas ilustrações não precisam ser necessariamente a recriação de um fato histórico, mas podem ser também o resultado de analogias gráficas. É bom que pequenos blocos de texto acompanhem a ilustração para que a compreensão da imagem não fique a cargo da interpretação do leitor.
Aqui trago um caso para analisarmos:
Há alguns anos levantou-se um discussão no visualjournalism.com durante um Malofiej se esse trabalho da revista PLAYBOY brasileira era infografia. Muitos chamaram de ilustração legendada e sacanagem pura sem ter noção de todo o trabalho de pesquisa de referências e informação histórica apurada.
O resultado final aliou pesquisa histórica e informação? SIM
Entrega o serviço para o leitor de levá-lo a um lugar onde ele nunca iria com sua própria imaginação? SIM
Alia texto e imagem? SIM
O que você acha?
Pode ser um infográfico?
Créditos: Cíntia Cristina da Silva (texto);
Jubran e Luiz Iria (montagem/ilustração) e Caio Guatelli (Foto)
Tags: infografia
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Abril 25, 2008 by artur louback
Existe uma questão que, pelo menos pra mim, ajuda a entender o que são infográficos e para que servem: infografia é uma ferramenta de arte ou um gênero jornalístico? Antes de falar da opinião que eu defendo, vai aqui a resposta do Alberto Cairo (em entrevista ao jornal digital UP, da escola de Comunicação da Universidade do Porto):
“Formalmente a infografia não está aceite como um género jornalístico, mas estou convencido de que o é. A infografia é a aplicação das regras do desenho gráfico para contar histórias. Assim, se se contam histórias jornalísticas pelo meio do desenho gráfico, isso é um género jornalístico, sem dúvida.”
Eu concordo 100% com ele e me incomoda que a infografia ainda não tenha o mesmo peso jornalístico de um texto corrido. Jornalistas-infografistas sabem que a apuração para um bom infográfico em geral demanda um aprofundamento maior do que a apuração para um texto corrido. E desta apuração saem coisas que nunca estariam em um texto. Isso me leva a crer que um infográfico jornalisticamente bem realizado (com apuração específica para contar a história visualmente) merece o mesmo peso, apreço e credibilidade que uma entrevista, um perfil ou uma reportagem investigativa.
Mas, apesar disso, os prêmios de infografia e as pessoas que estudam infográficos ainda vivem no universo da arte. Por que? Não tenho uma resposta definitiva, mas percebo três coisas que ajudam a entender:
1) jornalistas ainda não sacaram que podem ter um ganho de informação através de imagens;
2) jornalistas são preconceituosos e fazem questão de considerar como subcategoria o que não é texto;
3) jornalistas forjados nos métodos tradicionais de universidades e redações não são jornalistas visuais
E o que é um jornalista visual?
Que competências tem essa pessoa?
Mais pra frente falamos nisso…
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Abril 25, 2008 by Alessandra Kalko
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