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esses colares fofos você encontra aqui.
eu vi aqui.

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O Google sempre surpreendendo, agora “abriu” o Google News Timeline. Sim, amigo jornalista, fique feliz. Uma linha do tempo, organizada por dia, com notícias, revistas, blogs, TV shows, música, games. Mas também tem capas de revista e algumas página.

Via Infosthetics

Já conhecia Javier Errea por seus textos que pipocam na net, por seu trabalho de designer e organizador do Malofiej. Ano passado fui ao Malofiej por convite dele e tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, conversar, trocar idéias e ouvir sua palestra. E o mais impressionante foi ir descobrindo aos poucos como Javier conhece jornais e revistas pelo mundo inteiro. O cara é uma verdadeira enciclopédia de referências, o que faz com que cada conversa se torne uma aula. E em cada contato, continuo a aprender. Não foi diferente nesta breve entrevista no 233grados.com. Destaco abaixo meus trechos preferidos.

Y lo mismo hay muchos redactores y jefes que no muestran sensibilidad visual, como abundan los diseñadores que no tienen el menor interés por las noticias y que no se leen su propio diario. ¿Cómo van a proponer nada medianamente interesante? Imposible. No exagero: los diseñadores, en general, aportan muy poco en una redacción. Ellos dicen que no les dejan hacer. Yo creo que en muchos casos no saben hacer. Y hacer cajas es lo más fácil del mundo.

La infografía es una ventana abierta a experimentar con nuevas técnicas narrativas y a hacer periodismo, contar las noticias, más interesante.

Lo que es interesante siempre va a tener sentido. Lo que aporta, revela, da sentido y contexto nunca desaparecerá. En el soporte que sea. El buen periodismo, siento decirlo, nunca lo van a hacer los lectores o los usuarios sino los buenos periodistas.

Gracias @chiquiesteban pela dica!

Hoje este modesto blog faz 1 ano de vida. Para comemorar (e animar o meu plantão neste sábado de aleluia), novo layout.
E um extrato de um texo interessante, que li no Subtraction, cujo título é “Dear Designer, You Suck” (clique e leia-o por completo, vale a pena)

(…) Wanted: Critics

Like it or not, you can’t have a serious discourse about an art form until you have people whose sole involvement in that art form is criticism. You need, in effect, an independent press. Actually, to be clear, what you need is an economic model that can support a corps of passionate, clear-thinking individuals who are dedicated to vigilantly watching over the progression of the medium. Recent troubles aside, this is why art, film and architecture have achieved such great heights in our society: those art forms are economically robust enough to support a vibrant critical class.
Design is far from having that. Especially the design forms to which I’m closest: graphic design, Web design, interaction design. We have lots of smart people writing actively about design, pushing ourselves to do better design, but we have very few design critics who remain apart from the practitioners. We need more.
(…)

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Isso deve ser muito velho, desculpem a desatualização, mas estou emocionada com a descoberta. Pra quem, como eu, não conhece o typographicposters.com, vale a pena a visita. Um grande banco de dados de cartazes tipográficos. Tem desde o Neville Brody, passando por Peter Saville, até novos e promissores nomes como Dimitre Lima –com quem tive o prazer de trabalhar. (Imagens acima na respectiva ordem)

*Por Marina Motomura

Trabalho em uma redação majoritariamente masculina — em português claro, uma “borracharia”. Conversa vai, conversa vem, há alguns meses alguém soltou um comentário: “mulher não gosta de infográfico”. Foi a deixa para a discussão: isso é verdade mesmo? Se sim, por quê? Se não, cadê os infográficos em revistas ditas femininas?Neste mês, resolvi me auto-convidar para fazer um post aqui porque aconteceu um fato raro: uma revista feminina publicou infográficos! Parem as máquinas! Estava eu folheando a revista Nova de abril quando me deparei com a reportagem “Arquivo Y”. São duas duplas mostrando como se comporta o cérebro masculino em quatro situações, cada uma delas infografada (veja abaixo). Daí, voltamos à pergunta inicial: mulher gosta mesmo de infográfico? As leitoras de Nova vão gostar desses infográficos?

Vejamos os argumentos dos dois lados:

MULHER NÃO GOSTA DE INFOGRÁFICO
– A informação é muito picotada, e a leitora mulher supostamente não tem paciência, quer logo chegar aos finalmentes;

– Mulher não gosta de info pelo mesmo motivo pelo qual não gosta de gibis, filmes de ação e videogames: nos infos, as imagens estão “em ação”, para usar um bordão de Luiz Iria. E as mulheres teriam uma tendência a preferir cenas grandiosas, mas com um nível de detalhe menor.

MULHER GOSTA DE INFOGRÁFICO, SIM, SENHOR
– Não é pelo fato de poucas revistas ditas femininas não publicarem infos que se pode afirmar que mulher não gosta desse tipo de formato. É a velha pergunta Tostines: mulher supostamente não gosta de infos, por isso as revistas não publicam, ou as revistas não publicam, por isso as mulheres estranham quando vêem essa solução visual?

– As histórias narradas pelas maiorias das revistas femininas não ficam melhor contadas com o uso de infográficos. Por isso, eles são pouco usados, e não por uma suposta rejeição prévia das leitoras a esse formato.

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Eu sou do segundo grupo.Voltando ao exemplo da Nova, na reportagem sobre como funciona o cérebro masculino, pensei e repensei se os infos ajudaram a contar melhor a história. Aplaudo a iniciativa da revista de quebrar esse tabu, mas não sei se fazer um raio-x do encéfalo ajudou a leitora a entender que uma parte de trás do órgão é responsável por um sistema de recompensa que libera dopamina… Hããã??

E se tem uma coisa que se aprende ao trabalhar na Mundo Estranho é que o leitor não quer que joguem um monte de jargões e termos científicos sobre ele. Tecnicamente, o infográfico está corretíssimo, lindo e bem editado. Mas teria sido ele mesmo a melhor solução para aquela narrativa? Acho que não. Metáforas ou até mesmo charges poderiam ter tirado o tecnicismo da pauta e tornado a leitura mais divertida.

nova-2Ao mesmo tempo, vejo com bons olhos a chegada desse formato às colegas das Femininas. Quem sabe isso não é só o começo? A partir disso, o que eu gostaria mesmo de ver, daqui para a frente, é o uso de infos quando eles forem, definitivamente, a solução mais bacana para aquela pauta. Nessa mesma edição da Nova, há uma matéria sobre o colesterol — essa, sim, teria sido melhor contada usando um info com corte transversal das artérias sendo gradualmente entupidas pela gordura. Simples e eficiente. Mas o que li foi uma foto — bonita, sem dúvida (veja abaixo) — que não guarda relação nenhuma com o conteúdo apresentado no texto.

E mais: por que não infografar as posições sexuais, que são o filet mignon da revista? Todos concordam que fotos explícitas são vulgares demais, e as fotos “insinuantes” não ajudam nada a pobre leitora a entender onde vai o braço, a perna, o quadril… Uma ilustração substitui com louvores a foto: não é de mau gosto e ainda pode revelar detalhes que uma foto não conseguiria. E as pautas ao estilo “how-to”: como fazer o penteado da moda? A maquiagem perfeita? O exercício para glúteos ideal? Infográficos nasceram para o “how-to”. Setas, esquemas e legendas bem colocadas ajudam a tornar essas pautas ainda mais didáticas.

Acredito que as leitoras estão ávidas por histórias bem-contadas, sempre. Se o infográfico for o melhor jeito, não há porque não usá-lo. E, ah, sim, as mulheres estão cada vez mais jogando videogames e lendo HQ. Só os filmes de ação que ainda são duros de matar, ops, de assistir…

*Marina é editora da revista Mundo Estranho e gosta tanto de infográficos que já os usou em pautas em que eles não eram necessários. Lição aprendida!

[nota da editora: O negrito é meu!]
[nota da editora 2: Até parece que eu preciso editar a Marina, veio tudo pronto!]
[nota da editora 3: Adorei o texto. Não só o texto, como a discussão. Até onde eu sei, é assim no mundo inteiro, nenhum grande info em uma revista feminina. Enfim, tópico aberto, blog aberto, quem quiser participar, está convidado. E obrigada Marina por contribuir, quando quiser, é só falar!]

mesmo se ela for uma fábula  😀