Arquivos para a Categoria ‘infografia’

Info-nerd

Julho 2, 2008

Adoro infográficos ou esquemas bem nerds, aqueles que talvez ninguém nunca vai ler até o fim (até porque muitas vezes é impossível), mas que de uma maneira ou de outra, organiza um ultra-mega-super quantidade de informação.

Para fazer em um meio impresso, é um tipo de gráfico bem difícil, que na maioria das vezes mais assusta do que auxilia o leitor. E não é esse o objetivo, em geral. O primeiro que me vem a cabeça é o exemplo já clássico na Super –que todo mundo coloca em suas palestras: o info de Games da Super. Parece louco quem começa a ler, mais ainda quem continua. Não tenho ele aqui, infelizmente, mas se a Ale tiver ela pode editar esse post e colocar! :D

Com a internet, esse desafio ficou possível, pois você pode colocar lá toda aquela montoeira de informação com ferramentas de edição, onde o próprio leitor escolhe a parte do info que ele quer ver. No Malofiej desse ano, Alberto Cairo e Shan Carter, falaram sobre isso nas suas respectivas palestras

Alberto falou muito do leitor como editor, que pode contruir sua própria ordem de leitura e que adapte os conteúdos dos gráficos as suas próprias necessidades. Eles podem ser simples, como este do El Mundo, que permite o leitor decorar o apartamento em questão. Mas também podem ser complexos, como este do NYT que ganhou o Prêmio Petter Sullivan em 2007.

Neste ponto que entra a palestra do Shan, que disse que os gráficos do NYT são basicamente feitos para dois tipos de leitores: o Bart e a Lisa Simpson. Os Barts são os leitores normais, até preguiçosos num certo sentido, que preferem que tudo já venha pronto e editadinho. Já a Lisa é o tipo nerd, que vai ficar tentando descobrir todas as coisas que aquele gráfico pode trazer. Aí que eu volto láaaaa no início, porque eu sou Lisa, e me encanta ficar ali descobrindo tudo que aquele gráfico pode me dizer.

A minha mais nova descoberta é o Zoomi Books, um site que contruiu virtualmente a Amazon. Por ali, você passeia pela livraria como se ela fosse real, com as prateleiras organizadas por assuunto, em ordem alfabética, com as capas dos livros e tudo! E claro, se você se interessar por algum, basta clicar e lá você está na Amazon.

Outro que eu gosto bastante foi o Shan que mostrou também em Pamplona: Movie Database (na dir.), que lista os blockbusters (entre 1986 e 2008, por enquanto) e faz um gráfico baseado na sua bilheteria, inspirado no da Last.fm (esq.).

Entendeu ou quer que eu desenhe?

Maio 7, 2008

A frase é usada quase como uma agressão, mas não deveria. Modelos visuais são ótimos para explicar problemas, teorias ou idéias complicadas. São simplificações, claro, mas não devemos ter medo de simplificar. E as vantagens são enormes: clareza, objetividade, grande poder de memorização. Uma imagem fica gravada de forma muito mais forte no cérebro do que mil palavras.

O site Idiagram tem um passo-a-passo interessante de como transformar um conceito em um modelo visual. A ênfase dos caras é no lado business (modelos mentais para facilitar a comunicação empresarial). Mas, convenhamos, os usos são múltiplos.

Achei no Simple Complexity.

Tá claro?

Sports Designer

Abril 28, 2008

O site Sports Designer anunciou os ganhadores da segunda edição do “The Best of SD”.

Eu vi aqui no maquetadores.blogspot.com, mas tem mais no site da SD.

Será que ele é? (2)

Abril 26, 2008

Em um post anterior foi comentado a respeito das ilustrações tapa-buraco erroneamente chamadas de infográficos. Nos comentários falou-se sobre como algumas ilustrações lindas são consideradas infográficos. Aqui eu levanto algumas perguntas que devemos fazer durante a análise de uma ilustração para que ela possa ser chamada de infográfico.
Infográfico é algo que explica visualmente uma história, um fato, um processo utilizando como suporte o casamento da imagem com a informação de texto. Texto e arte se apoiando um no outro para que juntos transmitam o conteúdo para o leitor de maneira eficaz e que de preferência facilite a vida do leitor na compreensão desse conteúdo.
Para mim, ilustrações “informativas” que não se apóiam em gráficos, seqüência de fatos, raio-x como suporte de imagem se diferenciam de uma ilustração normal exatamente por não serem apenas “ilustrativas”.
Essas ilustrações podem ser consideradas infográficos se:
- não estão ali apenas para tapar-buraco
- não são apenas decorativas
- levam o leitor para um resultado visual onde ele nunca chegaria sozinho por seus próprios meios, baseado apenas nas palavras
- cada detalhe apresentado veio de uma pesquisa fiel, baseada em fatos, tem um porquê para estar ali e não saiu apenas da imaginação do ilustrador
Vale lembrar que essas ilustrações não precisam ser necessariamente a recriação de um fato histórico, mas podem ser também o resultado de analogias gráficas. É bom que pequenos blocos de texto acompanhem a ilustração para que a compreensão da imagem não fique a cargo da interpretação do leitor.

Aqui trago um caso para analisarmos:

Há alguns anos levantou-se um discussão no visualjournalism.com durante um Malofiej se esse trabalho da revista PLAYBOY brasileira era infografia. Muitos chamaram de ilustração legendada e sacanagem pura sem ter noção de todo o trabalho de pesquisa de referências e informação histórica apurada.

O resultado final aliou pesquisa histórica e informação? SIM

Entrega o serviço para o leitor de levá-lo a um lugar onde ele nunca iria com sua própria imaginação? SIM

Alia texto e imagem? SIM

O que você acha?
Pode ser um infográfico?

Créditos: Cíntia Cristina da Silva (texto);
Jubran e Luiz Iria (montagem/ilustração) e Caio Guatelli (Foto)

Será que ele é?

Abril 15, 2008

Nos últimos dois ou três anos a palavra “infográfico” passou a figurar em vários veículos que antes desprezavam modalidades visuais de transmitir notícias. Isso é ótimo. Mas ao mesmo tempo eu noto que há uma onda de tirar proveito indevido da palavra. Em outros termos: tem um monte de gente oferecendo “infográficos” que não são infográficos.

Hoje mesmo, no caderno Link do Estadão tem um suposto infográfico sobre ferramentas para se organizar dentro da Web 2.0. Como se vê aí acima, isso não passa de uma ilustração (aliás, bem feinha) com textos encaixotados distribuídos em volta dela. E na barrinha sob a ilustração há ícones não-informativos, simplesmente.

Na verdade, dar a nomenclatura errada não é o fim do mundo. Mas isso dificulta a consolidação da infografia como linguagem, principalmente quando se deseja convencer alguém que vale a pena contar uma história com um info ao invés de um texto. Pensa bem: se você é um jornalista e a sua idéia que você tem de um infográfico é de simplesmente um desenho que deixa a página mais bonitinha, aceitaria trocar parágrafos por traços?

frango com tudo dentro

Abril 11, 2008

O blog Ateneu Popular fez uma compilação de 30 infogáficos para você se inspirar. Entre eles, estão muitos trabalhos brasileiros, e três deles da Mundo Estranho - coincidentemente, dos participantes deste blog :D

Vale conferir!