Sports Designer
Abril 28, 2008O site Sports Designer anunciou os ganhadores da segunda edição do “The Best of SD”.
Eu vi aqui no maquetadores.blogspot.com, mas tem mais no site da SD.
O site Sports Designer anunciou os ganhadores da segunda edição do “The Best of SD”.
Eu vi aqui no maquetadores.blogspot.com, mas tem mais no site da SD.
Em um post anterior foi comentado a respeito das ilustrações tapa-buraco erroneamente chamadas de infográficos. Nos comentários falou-se sobre como algumas ilustrações lindas são consideradas infográficos. Aqui eu levanto algumas perguntas que devemos fazer durante a análise de uma ilustração para que ela possa ser chamada de infográfico.
Infográfico é algo que explica visualmente uma história, um fato, um processo utilizando como suporte o casamento da imagem com a informação de texto. Texto e arte se apoiando um no outro para que juntos transmitam o conteúdo para o leitor de maneira eficaz e que de preferência facilite a vida do leitor na compreensão desse conteúdo.
Para mim, ilustrações “informativas” que não se apóiam em gráficos, seqüência de fatos, raio-x como suporte de imagem se diferenciam de uma ilustração normal exatamente por não serem apenas “ilustrativas”.
Essas ilustrações podem ser consideradas infográficos se:
- não estão ali apenas para tapar-buraco
- não são apenas decorativas
- levam o leitor para um resultado visual onde ele nunca chegaria sozinho por seus próprios meios, baseado apenas nas palavras
- cada detalhe apresentado veio de uma pesquisa fiel, baseada em fatos, tem um porquê para estar ali e não saiu apenas da imaginação do ilustrador
Vale lembrar que essas ilustrações não precisam ser necessariamente a recriação de um fato histórico, mas podem ser também o resultado de analogias gráficas. É bom que pequenos blocos de texto acompanhem a ilustração para que a compreensão da imagem não fique a cargo da interpretação do leitor.
Aqui trago um caso para analisarmos:
Há alguns anos levantou-se um discussão no visualjournalism.com durante um Malofiej se esse trabalho da revista PLAYBOY brasileira era infografia. Muitos chamaram de ilustração legendada e sacanagem pura sem ter noção de todo o trabalho de pesquisa de referências e informação histórica apurada.
O resultado final aliou pesquisa histórica e informação? SIM
Entrega o serviço para o leitor de levá-lo a um lugar onde ele nunca iria com sua própria imaginação? SIM
Alia texto e imagem? SIM
O que você acha?
Pode ser um infográfico?
Créditos: Cíntia Cristina da Silva (texto);
Jubran e Luiz Iria (montagem/ilustração) e Caio Guatelli (Foto)
Existe uma questão que, pelo menos pra mim, ajuda a entender o que são infográficos e para que servem: infografia é uma ferramenta de arte ou um gênero jornalístico? Antes de falar da opinião que eu defendo, vai aqui a resposta do Alberto Cairo (em entrevista ao jornal digital UP, da escola de Comunicação da Universidade do Porto):
“Formalmente a infografia não está aceite como um género jornalístico, mas estou convencido de que o é. A infografia é a aplicação das regras do desenho gráfico para contar histórias. Assim, se se contam histórias jornalísticas pelo meio do desenho gráfico, isso é um género jornalístico, sem dúvida.”
Eu concordo 100% com ele e me incomoda que a infografia ainda não tenha o mesmo peso jornalístico de um texto corrido. Jornalistas-infografistas sabem que a apuração para um bom infográfico em geral demanda um aprofundamento maior do que a apuração para um texto corrido. E desta apuração saem coisas que nunca estariam em um texto. Isso me leva a crer que um infográfico jornalisticamente bem realizado (com apuração específica para contar a história visualmente) merece o mesmo peso, apreço e credibilidade que uma entrevista, um perfil ou uma reportagem investigativa.
Mas, apesar disso, os prêmios de infografia e as pessoas que estudam infográficos ainda vivem no universo da arte. Por que? Não tenho uma resposta definitiva, mas percebo três coisas que ajudam a entender:
1) jornalistas ainda não sacaram que podem ter um ganho de informação através de imagens;
2) jornalistas são preconceituosos e fazem questão de considerar como subcategoria o que não é texto;
3) jornalistas forjados nos métodos tradicionais de universidades e redações não são jornalistas visuais
E o que é um jornalista visual?
Que competências tem essa pessoa?
Mais pra frente falamos nisso…
achei no trend hunter.
A canadense Marian Bantjes tem um trabalho tipográfico sensacional.
Ela já ilustrou para vários títulos importantes como NY Times, Print, Wallpaper e o brasileiro Tupigrafia.
Seu trabalho tem a tipografia como fundamento trabalhada de uma maneira engenhosa, complexa, precisa e fluida.
Eu queria poder passar um tempo dentro da cabeça dela pra entender como ela consegue criar peças lindas desse jeito. Se um dia eu tiver essa chance, eu acho que eu não volto…
O jornal The Onion –que é um jornal falso, que cria notícias irônicas baseadas nas verdadeiras– fez na sua revista de domingo uma sátira a T Magazine -The New York Times Style Magazine. Eu vi no MagCulture. 

Pois é, acho que a sinalização é uma das áreas mais interessantes e mais fáceis de errar quando se faz comunicação visual. As vezes, é muito difícil colocar tanta informação num só pictograma.
Mas tudo isso é pra dizer que hoje, minha amiga Clarissa, mandou um email engraçadíssimo, com placas bizarras e suas interpretações. Queria muito saber quem escreveu, é hilário. Escolhi as minhas preferidas:

Perigo: Aviões quicando
Messias em treinamento
Faixa exclusiva para homens-marshmellow
Proibido dançar Bee Gees
Run, Superman
Proibido Darth Vader com carrinho de bebê
Em caso de genitais em chamas, mantenha-se atrás do retângulo branco
Área de acesso para bonequinhos de bolos de casamento
Proibido discutir com uma foca ao flutuar
Achei uma ótima idéia do jornal Lance! lançar (!) um jornal para flamenguistas. Chama-se Vencer e a idéia é óbvia, de ganhar leitores fanáticos pelo clube. É um jornal popular, e parece bem feito. Não vi nenhum em mãos, mas dá pra saber mais no site da SND Latina
Nos últimos dois ou três anos a palavra “infográfico” passou a figurar em vários veículos que antes desprezavam modalidades visuais de transmitir notícias. Isso é ótimo. Mas ao mesmo tempo eu noto que há uma onda de tirar proveito indevido da palavra. Em outros termos: tem um monte de gente oferecendo “infográficos” que não são infográficos.

Hoje mesmo, no caderno Link do Estadão tem um suposto infográfico sobre ferramentas para se organizar dentro da Web 2.0. Como se vê aí acima, isso não passa de uma ilustração (aliás, bem feinha) com textos encaixotados distribuídos em volta dela. E na barrinha sob a ilustração há ícones não-informativos, simplesmente.
Na verdade, dar a nomenclatura errada não é o fim do mundo. Mas isso dificulta a consolidação da infografia como linguagem, principalmente quando se deseja convencer alguém que vale a pena contar uma história com um info ao invés de um texto. Pensa bem: se você é um jornalista e a sua idéia que você tem de um infográfico é de simplesmente um desenho que deixa a página mais bonitinha, aceitaria trocar parágrafos por traços?
Todo designer que se preze já sofreu tentando encaixar um código de barras no seu layout. Esse link traz uma série de códigos de barras criativos. Fica aí uma boa sugestão.